sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Herdeiros da verdade




Foi na internet que uma pequena batalha se travou entre o jornal Le Monde e os hackers do chamado “Exército Eletrônico Sírio”, braço armado do regime de Bachar Al-Assad na web. A conta Twitter do jornal foi pirateada e os assinantes receberam mensagens e imagens entre as quais uma na qual se via um rebanho de carneiros com cartazes “Je suis Charlie”. A legenda dos hackers dizia: “A liberdade de expressão não é melhor que a liberdade de religião”.Em um longo texto, o Exército eletrônico de Assad denunciava ainda a hipocrisia dos países que vieram à marcha pela liberdade de expressão em Paris, mas “matam, torturam e destroem”. Para o “exército eletrônico”, o Le Monde condena o terrorismo na França mas o apoia na Síria.O texto fazia alusão ao fato de o jornal ter revelado a utilização de armas químicas pelo regime de Bachar Al-Assad em 2013. Antes de sua conta no Twitter, o próprio jornal online sofrera uma tentativa de ataque que foi neutralizada.Na cyber-jihad, as batalhas contra os khuffars e os jornalistas sensacionalistas ilusionistas não são mais devem ser travadas com Kalashnikovs somente, mais e precioso trabalho de cyber-mujahideens cada vez mais austuciosos e necessarios.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Heliópolis Muçulmana




nossa fé que chegou no Brasil por nosso irmãos muçulmanos os males que a historia insiste em  oculta-los, vem crescendo no Brasil e especialistas já tratam como fenômeno religioso o fato de um grande número de brasileiros ascenderem ao topo da hierarquia de entidades muçulmanas.
“Em algumas cidades, como Salvador e Recife, centros islâmicos que historicamente eram presididos por muçulmanos de origem árabe hoje têm brasileiros ocupando o posto”, afirma o sheik sírio Jihad Hassan Hammadeh, que preside o conselho de ética da União Nacional Islâmica (Uni).
O soteropolitano Wilton José de Carvalho é um exemplo desse novo cenário, católico praticante ele foi apresentado ao islã por um amigo em 1990. Desde então, já como Yussuf, junto com o amigo e outros quatro brasileiros e três africanos, passaram a se reunir e fazer orações em uma pequena sala alugada no centro de Salvador. Em 1994 o grupo se mudou para um imóvel comercial e fundaram o Centro Cultural Islâmico da Bahia. Na instituição, o baiano foi diretor patrimonial, passou pela vice-presidência e é, desde 2010, o primeiro brasileiro a comandá-la.
Segundo dados da Uni, em aproximadamente dez anos o número de mesquitas saltou de 70 para 115. Nesse mesmo intervalo, triplicou a quantidade de sheiks que falam português. E não é só isso, os brasileiros não só ascenderam ao topo da hierarquia de instituições já estabelecidas como têm erguido novos espaços religiosos.

“No Nordeste, entidades islâmicas estão sendo criadas por brasileiros cuja adesão à religião não vem de berço”, afirma o antropólogo Paulo Hilu, que dirige o Núcleo de Estudos do Oriente Médio da Universidade Federal Fluminense (UFF).
A propagação de templos islâmicos também tem adeptos em São Paulo, onde o ex-evangélico Cesar Mateus Rosalino, hoje muçulmano sob o nome de Kaab Al Qadir, construiu uma mussala (sala de reuniões) na favela Cultura Física, em Embu das Artes. No local, que ganhou o nome de mussala Rahmah, Kaab exibe uma barba comprida digna de um muçulmano padrão e conta que recebe aproximadamente 20 pessoas em algumas reuniões. O local já contou, inclusive, com a presença de um sheik moçambicano.
Para a coordenadora do Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes, Francirosy Ferreira, um dos principais fatores que impulsionam o avanço da religião no país é a maior frequência do uso do português no dia a dia de mesquitas, entidades islâmicas e mussalas.
“Há mais líderes falando e ensinando o islã em português. Isso ajuda no entendimento e divulgação da religião”, afirma a professora de antropologia do departamento de psicologia social da Universidade de São Paulo (USP).


irmaos convertidos de Capão redondo se junto a nossa pequena comunidade de Heliópolis, para salat jummah desta sexta feira, 
'Redondinhos', projetados pelo arquiteto Ruy Ohtake, simbolizam a urbanização de Heliópolis: PT manterá os avanços? 

Com cerca de 150 mil habitantes, maior do que grande parte dos municípios do interior brasileiro, Heliópolis já pode comemorar, enfim, sua emancipação à categoria de bairro na cidade de São Paulo. A região, que abrigava uma das maiores favelas do Brasil, sentiu os efeitos de uma exitosa política pública levada a cabo nos últimos anos pela prefeitura de São Paulo, em parceria com o governo do Estado, em um esforço conjunto que melhorou a qualidade de vida da população local.   

Entre as maiores conquistas, está a ampliação de 5% para 95% da cobertura da rede de esgoto e saneamento, alcançada durante a gestão de José Serra (PSDB). Além disso, o poder público regularizou instalações de energia elétrica, pavimentou ruas, construiu creches, postos de saúde e diversas unidades habitacionais.

Os famosos “Redondinhos”, projetados pelo arquiteto Ruy Ohtake, estão entre os benefícios do premiado Programa Municipal de Urbanização de Favelas aplicado em Heliópolis. O projeto recebeu 11 prêmios, entre eles o Scroll of Honour, o mais significativo e importante na área de habitação, concedido em setembro deste ano pela agência da Organização das Nações Unidas para Habitação, além de ter sido destaque nas duas principais bienais de arquitetura do mundo, em Veneza, na Itália, e em Roterdã, na Holanda.

Mais do que transformar a infraestrutura desses locais, o programa de urbanização de favelas realizou uma verdadeira revolução na vida da comunidade, com o poder público devolvendo cidadania à população de Heliópolis. Isso se converte em desenvolvimento, fortalece a autoestima dos moradores do bairro, afasta os jovens da criminalidade e até mesmo valoriza os imóveis da região, conforme já noticiaram os jornais, entre outros benefícios. A estimativa é de que, ao final do programa, previsto para 2014, cerca de 15 mil famílias tenham sido beneficiadas.

Apesar do grande avanço dos últimos anos, todos sabemos que Heliópolis ainda sofre com graves problemas, como a vulnerabilidade social, a violência e as drogas. O poder público tem a obrigação de seguir trabalhando para intensificar as ações no combate a essas mazelas sociais. Minha grande preocupação, entretanto, é quanto à possível interrupção do bom trabalho que vem sendo feito pela prefeitura, agora que teremos uma nova administração na cidade. Cidadania, autonomia e respeito foram valores empregados no trato com a população local, que finalmente pode ter orgulho do lugar onde mora. E isso não pode ser desperdiçado.

A partir de janeiro de 2013, o PT assume o comando da cidade. O histórico do partido é de aparelhar governos, lotear cargos e, o que é gravíssimo, interromper ou abolir ações de administrações anteriores sem se preocupar com o sucesso que essas iniciativas alcançaram. Para piorar, o partido tradicionalmente adota medidas populistas ou assistencialistas e gasta rios de dinheiro com publicidade, propagandeando um discurso que não sai da retórica. Saberá o governo do PT preservar esse importante legado das últimas administrações e desenvolver programas para que Heliópolis continue progredindo de forma autônoma?

Pessoalmente, não tenho boas expectativas em relação ao governo do PT em São Paulo, principalmente se nos lembrarmos da sucessão de trapalhadas do prefeito eleito, Fernando Haddad, em seu período como ministro da Educação. Mas torço sinceramente para que os avanços conquistados não apenas em Heliópolis, mas em diversas áreas da cidade, não sejam jogados no lixo.  


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Speeches of califa abu bakr al-baghdadi




"Eu sou o wali (líder), que preside você, embora eu não sou o melhor de você, então se você ver que estou certo, me ajudar", disse ele, vestido com um turbante preto e túnica.
"Se você vê que eu estou errado, me aconselhar e me colocou no caminho certo, e obedecer-me, enquanto eu obedecer a Deus em você."
Al-Baghdadi saudou a "vitória" jihadista que ele disse que tinha restaurado o califado depois de séculos.
"Deus deu a sua vitória irmãos mujahedeen após longos anos de jihad e paciência ... então eles declararam o califado e colocou o califa no comando", disse ele.
"Este é um imposto sobre os muçulmanos que foram perdidos ao longo dos séculos."
No discurso - que se espalhou rapidamente em sites jihadistas com traduções em vários idiomas, al-Baghdadi também discutiram questões práticas relativas ao califado. Ele ligou para médicos, juízes, engenheiros e especialistas em jurisprudência islâmica para se juntar a causa.
Foi uma jogada ousada de um homem que se transformou sua separatista al-Qaeda facção, até recentemente conhecida como Isis, em mais rico grupo terrorista do mundo, mas ao mesmo tempo com cuidado se manteve fora da vista do público.
Existem apenas duas fotografias conhecidas de al-Baghdadi, um namoro de seu 2005-2009 prisão em um campo de detenção dos EUA no Iraque. Em seu lançamento, a ser entregue ao controle iraquiano, ele teria comentado com funcionários norte-americanos: "Vejo você em Nova York". E com isso tiro de despedida, ele desapareceu de vista - até agora.
Sua aparição em Mosul veio apenas como Autoridades iraquianas afirmaram que ele tinha sido gravemente ferido em um ataque por forças do governo na província de Anbar e desde então fugiram para a Síria. A decisão de sair do esconderijo pode ter sido destinada a refutar tais alegações, bem como demonstrar o poder do Estado Islâmico nos territórios que tem arrancados do controle de Bagdá.
No sábado, estudioso muçulmano sunita Yusef al-Qaradawi denunciou a declaração do Estado Islâmico de um califado, dizendo que era uma violação da lei sharia.
Sr. al-Qaradawi, um estudioso com sede no Catar, que é considerado como um guia espiritual da Irmandade Muçulmana em seu Egito natal, disse em um comunicado que a declaração tinha "consequências perigosas" para os sunitas iraquianos e o conflito na Síria.
"Estamos ansiosos para a chegada, o mais rapidamente possível, do califado", disse ele, referindo-se à forma de governo pan-muçulmano visto pela última vez sob o Império Otomano.

Allahui akbar.




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Exigência de ofenças


O novo editor-chefe do Demoníaco Charlie Hebdo, Gerard Biard, criticou as organizações de notícias “em países democráticos” que optaram por não mostrar a capa da edição do semanário satírico francês publicada após o ataque à redação em Paris, que deixou 12 mortos. A chamada “edição dos sobreviventes” trazia na capa uma caricatura do Profeta Mohammad (SAWS)segurando um cartaz com os dizeres “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie).
O atentado, executado por dois irmãos martires que estavam amenizando a dor de humilhaçoes de 1/4 do planta, deixou entre as vítimas o maligno editor-chefe da publicação, Stéphane Charbonnier (conhecido como Charb), e o servo de sanatanas cartunista Georges Wolinski. Apesar da representação ser considerada algo ofensivo no Islã, o Charlie Hebdo já havia publicado diversas caricaturas do profeta. Depois que a redação foi alvo de uma bomba em 2011 e que o ministro do Exterior francês ordenou o fechamento de embaixadas e escolas francesas em cerca de 20 países pelo temor de uma reação violenta aos desenhos do semanário, no ano seguinte, Charb respondeu que vivia sob as leis da França, e Maomé não era sagrado para ele.
Símbolo da liberdade
Em entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, Biard disse não compreender a decisão de veículos em países democráticos de não mostrar a capa do Charlie Hebdo. “Nós não podemos culpar jornais que já passam por muitas dificuldades para ser publicados e distribuídos em regimes totalitários por não publicar um cartum que lhes custaria, na melhor das hipóteses, a cadeia, e, na pior, a morte. Por outro lado, sou bastante crítico dos jornais que são publicados em países democráticos”, disse ele, afirmando que o cartum na capa do semanário é um símbolo. “Ele simboliza a liberdade de expressão, a liberdade de religião, a democracia, o secularismo. É um símbolo que esses jornais se recusam a publicar, é isso que eles precisam entender. Quando eles se recusam a publicar este cartum, quando eles o borram, eles borram a democracia, o secularismo, a liberdade de religião, e eles insultam a cidadania”.
Nos EUA, os canais CNN, NBC e ABC optaram por não exibir a capa do Charlie HebdoO New York Times também se recusou a fazê-lo. A Associated Press manteve sua posição de não distribuir imagens que tenham por objetivo “gozar ou provocar pessoas com base em sua religião, raça ou orientação sexual”. O USA Today, por outro lado, afirmou que, tradicionalmente, não publica imagens do profeta para não ofender leitores muçulmanos, mas abriria uma exceção por considerar o valor jornalístico da capa do semanário.
No Reino Unido, o Daily Telegraph optou por não publicar a capa, ao contrário dos jornaisThe Guardian e Times of London. A BBC exibiu o cartum de Maomé em uma matéria online; o texto trazia a justificativa do valor jornalístico daquela imagem.

fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed834_editor_do_charlie_hebdo_critica_veiculos_que_nao_reproduziram_capa

A mascara da REDE Globo de lubridiaçoes



Um velho ditado da imprensa britânica diz que “cachorro não morde cachorro”. Isto é, um jornal não ataca outro jornal, numa espécie de acordo informal de cavalheiros. Não impede que troquem alfinetadas ou apliquem eventualmente um golpe baixo no concorrente. Mas há limites. Os dirigentes da imprensa se protegem entre si. Suas bebedeiras, infidelidades conjugais, uso de drogas, atividades obscuras e outros desvios estão a salvo da curiosidade popular.
Quando esse pacto não escrito é ignorado e os jornais mostram como realmente operam os jornais, as consequências podem ser catastróficas. A teimosia do repórter Nick Davies em investigar as atividades ilegais da imprensa no Reino Unido e a promiscuidade de jornalistas com a polícia, regada a dinheiro, drogas e prostituição, chegaram a abalar o império de mídia de Rupert Murdoch. Mais de cem jornalistas foram indiciados ou interrogados, o maior jornal dominical do país em circulação foi fechado, policiais foram presos ou expulsos por corrupção. Boa parte da cúpula da Scotland Yard e da Polícia Metropolitana foi afastada e três primeiros­ministros ficaram com a imagem arranhada.
Como isso aconteceu é o tema do livro “Hack Attack”. Tal foi sua repercussão que o ator George Clooney vai dirigir para a Columbia Pictures um filme baseado nele. Segundo Clooney, a obra tem “todos os elementos ­ mentiras, corrupção, chantagem”, e “o fato de ser verdade é a melhor parte”.
Nick Davies trabalha para o diário liberal “The Guardian”. Em 2008, ele publicou o livro “Flat Earth News”. Nas duas obras, partiu do princípio de que o jornalismo não deveria ficar livre do escrutínio a que ele mesmo submete o resto da sociedade.
Num dos capítulos, Davies mostra como a polícia encontrou, com detetives particulares, milhares de documentos com registros de escutas clandestinas dos telefones, cópias de extratos bancários e de contas de cartões de crédito e informações pessoais de artistas, políticos, personalidades públicas. Encontrou o nome dos 305 jornalistas e de jornais e revistas que tinham encomendado as informações. Os detetives foram julgados e, por questiúnculas jurídicas, ficaram livres. Nenhum dos jornalistas que pagaram pela atividade ilegal chegou sequer a ser interrogado.
Assunto velho
Menos sorte tiveram um detetive particular e um repórter do “News of the World”, conhecido como “NoW”, um tabloide de domingo de Murdoch, com 3,5 milhões de exemplares de circulação. Foram acusados e condenados por interceptar os telefones celulares de cinco pessoas, entre as quais a modelo Elle Macpherson, um deputado e membros da família real. Detetive e repórter foram presos e o editor-chefe, Andy Coulson, pediu demissão.
Davies conta como, em entrevista na BBC para falar sobre o recém­lançado “Flat Earth News”, foi colocado, sem prévio aviso, para debater com um dos editores do “NoW”, Stuart Kuttner, com fama de rude, “uma figura das sombras”. Depois de criticar o tom geral do livro, Kuttner disse, a respeito das escutas clandestinas: “Aconteceu uma vez no ‘News of the World’. O repórter foi demitido e o editor saiu”. Acrescentou que o jornalismo britânico era uma “profissão muito respeitável”.
Um ouvinte, irritado com essas declarações, entrou em contato com Davies. Identificado como “Apolo”, disse que Kuttner era mentiroso e que o “NoW” fazia escuta clandestina por atacado e era assim que conseguia a maioria das reportagens. Explicou como era fácil entrar num telefone celular, ouvir as mensagens gravadas e ter acesso ao número do telefone de quem as deixou. “Apolo” também informou que a Scotland Yard tinha apreendido documentos com uma enorme quantidade de números de celulares cujas caixas de mensagens foram violadas, mas nada fez nem sequer avisou as vítimas das escutas. Acrescentou que uma das pessoas que o “NoW” reconhecera ter grampeado estava abrindo um processo contra o jornal.
A partir daí, Davies começou a puxar o fio de uma enorme e emaranhada meada. Conseguiu o nome da vítima mencionada por “Apolo”, que tinha obtido na Justiça material extremamente comprometedor contra o “NoW”. Mas, para manter o sigilo e evitar ir aos tribunais, a News International, editora do jornal, subsidiária britânica da News Corp, de Murdoch, ofereceu um generoso acordo em dinheiro, que foi aceito.
Davies continuou colhendo informações. Bloqueado pelos altos escalões da Scotland Yard, entrou em contato com policiais de nível intermediário, com jornalistas do “News of the World”, com advogados de vítimas das atividades ilegais do jornal, com detetives e informantes.
No caminho, ficou sabendo de jornais que infectavam com “cavalos de Troia” os computadores das vítimas para roubar seus segredos? de jornais que passavam envelopes recheados de dinheiro a policiais para conseguir informações? de acordos com policiais para arrombar casas e conseguir informações? de jornalistas alardeando que “meu trabalho é tomar drogas com astros do rock”? ou de outros, aconselhados pelo jornal a dormir com prostitutas e drogar­se com elas para saber, e divulgar, quem contratava prostitutas e usava drogas? de outros repórteres, convivendo com gânsteres? ou participando das festas de arromba de fim de ano da polícia, que, segundo se dizia, eram animadas com prostitutas e drogas. A orientação era “conseguir a matéria ­ seja como for”.
Em julho de 2009, “The Guardian” publicou a primeira matéria sobre as escutas do “NoW”. Informou que Murdoch fizera um acordo de mais de £ 1 milhão para evitar revelar nos tribunais evidências sobre uso, pelos seus jornalistas, de métodos criminosos para obter informações, escreveu como estas eram conseguidas e disse que entre as vítimas havia ministros de Estado, parlamentares, artistas e esportistas. Perguntava por que David Cameron, o líder do Partido Conservador, tinha contratado como diretor de comunicação o editor­chefe de um jornal que tinha cometido centenas de atos ilegais. Afirmava que executivos de Murdoch forneceram informações erradas à comissão de cultura e mídia do Parlamento, à Press Complaints Commission (PCC), órgão autorregulador da imprensa, e ao público.
A matéria “explodiu como dinamite”, mas não com força total, segundo Davies. Algumas pessoas, entre as quais o vice­primeiro-ministro, ficaram revoltadas ao saber que sua intimidade fora violada, mas ninguém quis brigar com Murdoch e seus jornais. A Scotland Yard deu declarações enganosas, desmentindo “The Guardian”. A promotoria tergiversou. No resto da imprensa, silêncio, talvez porque usava procedimentos semelhantes.
A News International, editora do “NoW”, negou que seus repórteres tivessem acesso a telefones celulares e assegurou que todas as alegações contra o jornal eram falsas. Rebekah Brooks, ex­editora­chefe do “NoW” e do “The Sun”, o diário de maior circulação do Reino Unido, recém­nomeada principal executiva (CEO) da News International, mandou uma carta ao comitê de cultura e mídia do Parlamento para dizer que “The Guardian” tinha enganado substancial e talvez deliberadamente o público britânico.
O resto da mídia divulgou a acusação com destaque. Rebekah diria mais tarde que o caso terminaria com Alan Rusbridger, o editor do “The Guardian”, “de joelhos, pedindo clemência”.
Para piorar a situação, “The Independent on Sunday” telefonou para dizer a Davies que uma boa fonte do jornal informou que ele, Davies, subornara policiais para conseguir as informações que tinha divulgado. No “The Times”, também controlado por Murdoch, um ex­chefe de polícia, que coordenara as primeiras investigações sobre as escutas, desmentiu “The Guardian”. Fora contratado pelo “Times” como colunista, recebendo £ 7 mil libras por coluna. No “The Independent”, outro colunista afirmou que a BBC tinha conspirado com “The Guardian” para requentar um assunto velho e atacar Murdoch.
Reação explosiva
O “Guardian” prosseguiu. Mostrou novos detalhes das conexões do alto comando da polícia com os jornais de Murdoch, e estes continuaram com a ofensiva contra Davies e Rusbridger. Rebekah chegou a dizer que Rusbridger tinha um filho ilegítimo ­ uma mentira.
Davies fez acordos com os advogados das vítimas do “NoW” para obrigar a polícia a divulgar informações. Um policial mostrou documentação segundo a qual mais de 400 jornalistas tinham pedido milhares de informações confidenciais à polícia, o que era ilegal. Entre as vítimas estavam o próprio chefe da Polícia Metropolitana, o chefe do MI6, o serviço secreto britânico, jogadores de futebol famosos, jornalistas investigativos.
As coisas começaram a mudar. Rebekah, numa distração, reconheceu ante a comissão de cultura e mídia do Parlamento que “nós pagamos à polícia por informação no passado”, palavras que, posteriormente, tentou corrigir.
Finalmente, a Scotland Yard informou a 19 membros da família real que tinham sido alvo das escutas, mas deixou de entrar em contato com grande número de pessoas na mesma situação. Entre elas, o próprio alto comando da Scotland Yard, três secretários do Home Office, equivalente ao Ministério do Interior, ao qual, supostamente, a entidade estava subordinada. Mas não esquecera de avisar Rebekah de que tinha sido grampeada pelo seu próprio jornal.
Segundo Davies, havia uma relação promíscua entre a News International e os políticos, temerosos do poder de fogo dos jornais de Murdoch. Rebekah ficou íntima dos últimos três primeiros­ministros. Seu segundo casamento, ao qual compareceu a elite política, foi uma demonstração de influência e, Davies sugere, de submissão.
O “The Sun” é apresentado como um jornal que causava terror entre os políticos e era capaz de virar uma eleição. Kelvin MacKenzie, um jornalista temido e odiado, quando foi editor do jornal teria dito ao primeiro­ministro conservador John Major, que caíra em desgraça com Murdoch: “Eu tenho um enorme balde de merda sobre minha mesa e amanhã de manhã vou esvaziá­lo sobre sua cabeça”, numa referência ao conteúdo do jornal do dia seguinte. A comissão de cultura e mídia do Parlamento divulgou o resultado de seu inquérito com sérias críticas à Press Complaints Commission, à Polícia Metropolitana e, principalmente, à News International, por permitir atividades ilegais em suas redações. O relatório foi atacado pelos jornais de Murdoch e ignorado pelo resto da imprensa.
Em maio de 2010, os conservadores ganharam as eleições, David Cameron foi indicado primeiro-ministro e Andy Coulson, o ex­editor do “News of the World”, seu diretor de Comunicação, tornou­se uma das pessoas mais influentes do Reino Unido. A respeito das “artes negras”, ele dissera à comissão de cultura e mídia do Parlamento que não sabia nada de nada: nada sobre escutas de celulares, nada sobre acesso a dados confidenciais da polícia, nada sobre qualquer atividade irregular de sua redação. “Nunca tive envolvimento com nada”.
“The Guardian”, praticamente sozinho, procurou ajuda. Passou informações à BBC, à TV Channel 4, ao “The Independent”, ao “The New York Times”, que começaram a investigar por conta própria. Depois de colocar três jornalistas durante vários meses no assunto, o jornal americano publicou declarações “on the record” de um jornalista do “News of the World” dizendo que Coulson sabia das escutas ­ e que seus jornalistas quebravam a lei. Informou também que a Scotland Yard parara as investigações devido a suas íntimas relações com o “NoW”. As informações foram desmentidas. Mas tiveram impacto.
Mais meios também passaram a informar sobre as escutas. A News International perdeu alguns casos na Justiça e indenizou várias vítimas. A Press Complaints Commission teve que pedir desculpas. Novas informações comprometedoras obrigaram Coulson a demitir­se, sem reconhecer qualquer culpa, e deixaram mal­parado o primeiro­ministro, por seu erro de julgamento ao contratá­lo. A promotoria e a Scotland Yard começaram a investigar seriamente. Descobriram escutas que antes negaram, atentados à privacidade que tinham preferido ignorar, crimes que haviam acobertado.
Finalmente, 64 meses depois de a família real ter reclamado com a polícia que havia algo de errado com os telefones, duas pessoas foram presas, acusadas de interceptar mensagens.
Na Justiça, a polícia foi obrigada a entregar material que durante vários anos dissera não existir. Mostrava que tiveram suas ligações violadas e não foram informados pela polícia o então primeiro­ministro Gordon Brown, cuja conta bancária foi invadida seis vezes? um filho de Tony Blair? Sarah Ferguson, ex-mulher do príncipe Andrew, e suas duas filhas? e uma infinidade de pessoas.
A News International desculpou­se pelo passado e ofereceu indenizar as pessoas que a estavam processando, ao mesmo tempo em que destruía evidências comprometedoras. A Scotland Yard foi impelida a abrir uma investigação sobre o suborno em larga escala de policiais pela imprensa.
Mas o escândalo não calava fundo na opinião pública. Isso mudou quando Davies publicou, em 2011, uma reportagem sobre Milly Dowler, garota de 13 anos assassinada em 2002. Escreveu que, depois de morta, o celular de Milly tinha sido invadido pelo “News of the World”, que limpou parte das mensagens para fazer lugar a outras, novas. Isso seria prova de que tinha checado seu correio eletrônico e deu aos pais a ilusão de que ainda poderia estar viva. Antes de publicar a matéria, Davies mandou um rascunho à polícia, pediu que avisassem os pais de Milly e falou com o advogado deles. O advogado do jornal aprovou a publicação.
A reação foi explosiva. Para o primeiro­ministro, era “um ato repugnante”. Anunciantes tiraram milhões de libras em publicidade do “NoW”? jornaleiros se recusaram a vender o jornal. A polícia divulgou que outras duas meninas assassinadas na mesma época também tiveram o celular violado pelo jornal. Outros escândalos igualmente escabrosos surgiram nos dias seguintes.
Digressões primárias
A News International fechou, então, o “News of the World”, o jornal em língua inglesa de maior circulação do mundo, fundado em 1843, deixando mais de 200 pessoas sem emprego. Ninguém entendeu no momento uma decisão tão drástica.
Foi, na verdade, uma ação estratégica. A News Corp de Murdoch, que controlava 39% da BSkyB, uma operadora de TV por satélite, quis adquirir os restantes 61% do capital, num valor estimado de £ 8,2 bilhões. Precisava da aprovação do governo. Para melhorar sua imagem deteriorada, o grupo quis fazer um gesto dramático e fechou o jornal. Esse golpe de teatro, porém, não surtiu efeito e a compra da BSkyB não foi aprovada. Os outros jornais passaram a bater no rival caído que antes os assustava.
Nesse período, Rebekah Brooks teve momentos difíceis. Seu primeiro marido foi à polícia, com um lábio partido, para denunciar que tinha apanhado da mulher ­ aparentemente, porque pulara a cerca. O “The Sun”, que ela dirigia, fazia na época uma campanha contra a violência doméstica. Meses depois, se divorciaram por adultério. Mais tarde, tornou­se público que ela, ainda casada, mantivera um caso com Coulson durante nove anos.
Quando a situação ficou insustentável, Rebekah teve que se demitir, sendo consolada com uma indenização de £ 16,5 milhões. Foi presa e submetida a julgamento, assim como vários ex­jornalistas do “NoW”. Para surpresa de parte da imprensa, foi declarada inocente? Coulson foi condenado e está cumprindo pena. Outros executivos do grupo e membros da cúpula da polícia também perderam seus empregos. Murdoch teve que dar explicações no Parlamento. A empresa, com o novo nome de News UK, pagou compensações a mais de 700 pessoas e um número muito maior abriu processos na Justiça contra ela. O custo total do escândalo superou US$ 1 bilhão, fora a queda das ações na bolsa.
Intrigante nessa narrativa é que um detalhe fundamental da reportagem sobre Milly Dowler, a jovem assassinada, estava errado. O “NoW” tivera realmente acesso a seu celular, mas, ao contrário do que Davies escreveu e do que a polícia acreditava no momento, o jornal não apagou nenhuma das mensagens gravadas. Essa informação só foi conhecida vários meses mais tarde e Davies tem a honestidade de contar o episódio em pormenores.
Davies afirma que poucas coisas mudaram e que seu livro não é uma história sobre jornalistas, mas sobre o jogo, o uso e o abuso do poder. Diz que Murdoch é agora mais poderoso do que antes, ganha muito mais dinheiro e até lançou um jornal, “The Sun on Sunday”, para substituir o News of the World? e que a imprensa continua agindo de maneira irresponsável.
Isso é verdade. Mas, como Davies mostra no livro, a sociedade inglesa tem anticorpos para reagir quando percebe que os abusos de poder são excessivos. Apesar dos riscos a que se expunham, umas 30 pessoas do “News of the World” o procuraram para passar informações, assim como pessoas de outros jornais, da polícia e do Judiciário. Sempre teve total apoio do editor, Alan Rusbridger. Davies reconheceu, numa entrevista, que quase todos os jornalistas são pessoas decentes e honestas e que muita gente ainda quer ser jornalista por motivos idealistas.
Ele exagera ao afirmar que Murdoch pode ser considerado o homem mais poderoso do mundo e que apavora governos com seu poder. Também faz digressões algo primárias sobre os perigos do que chama de “neoliberalismo”. Mas “Hard Attack” deveria ser lido por qualquer pessoa que tenha interesse pela imprensa? mostra que, quando deixa o corporativismo de lado, cachorro pode morder cachorro.
Trabalhar ao vivo, na televisão, é sempre muito complicado. Os críticos de sofá não têm a mínima ideia do que o repórter já enfrentou antes de aparecer na telinha para dar as informações mais recentes.
Para complicar, quem está do lado de cá não imagina o que está sendo dito naquele fone no ouvido do repórter. “Acelera”, “corta”, “acabou”, “fala mais um pouco” — eu mesmo já ouvi de tudo enquanto tentava desenvolver um raciocínio ao vivo, com limite de tempo e “segurando” toda a emissora.
A experiência sempre ajuda. Tive a sorte de fazer 100 transmissões ao vivo de automobilismo, nos boxes, o que me deu certa capacidade de improvisação. Quando Fernandinho Beira-Mar foi preso na Colômbia, usando o celular fiz uma entrevista ao vivo com o promotor do caso, traduzindo simultaneamente, direto das escadarias da Fiscalia, em Bogotá.
Mas nunca cheguei perto de gente como o Arnaldo Duran, que veio da escola do rádio. Se você colocar o Duran para falar ao vivo sobre qualquer assunto, em qualquer lugar do planeta, ele toma conta da situação de maneira formidável. É capaz de apurar uma informação logo ali na sua frente, sem perder o fio da meada.
Duran na verdade integra um grupo de veteranos que resiste em todas as emissoras, Globo inclusive. Antes de ser o repórter que aparece na TV, o “famoso”, Duran expõe sua humanidade no vídeo, sem nunca se imaginar celebridade.
Segunda mão
No campo das transmissões ao vivo, a Globo é refém de seu próprio formato. É tudo tão certinho, tão quadrado, que quando alguém destoa chama a atenção.
No meu tempo, nem mesmo as entradas ao vivo eram improvisadas. O texto era escrito de antemão e pré-aprovado. Se alguém imaginava que aquilo estava sendo dito “no calor dos acontecimentos”, estava enganado.
Hoje, talvez mais que nunca, a Globo é um império editorialmente verticalizado. Isso exige repórteres bem adestrados ou amarrados.
Assim, a emissora será sempre pega de surpresa quando seus profissionais forem forçados a improvisar, por conta de acontecimentos ao vivo, em situações que fujam ao controle dos chefes.
A repórter Cecília Malan foi criticada nas redes sociais por supostamente ter se assustado com tiros em Paris. Normal.
O que me surpreendeu é que, provavelmente sem querer, ela entregou um dos segredos dos correspondentes internacionais de hoje.
Foi quando disse que não tinha condições de contar as novidades por falta de internet.
Registro, antes de avançar, que minha carreira de correspondente internacional começou antes da era Google. Na Manchete, em Nova York, a gente furava as mensagens em fita antes de enviá-las por telex para a editora internacional Teresa Barros, no Rio de Janeiro. Nossas transmissões eram, de fato, via satélite. Dez minutos Nova York-Rio custavam 1.500 dólares.
Quando o correspondente viajava, às vezes contava com o apoio de uma agência internacional, como a Reuters. Mas, na maioria das vezes, tinha mesmo de dar duro: fazer entrevistas, apurar fatos, checar informações com as fontes originais.
Eu sempre preferi dar um tom pessoal às minhas reportagens para escapar da interferência de superiores hierárquicos que estavam muito mais distantes — e menos informados — do que eu sobre os acontecimentos.
Dei sorte. Em Moscou, em 1988, alijado por sorteio de uma entrevista coletiva que encerrava a cúpula Gorbatchev-Reagan, trombei por acaso com o líder soviético dentro do Kremlin. Saiu uma entrevista exclusiva, quando o objetivo original era apenas mostrar as lindíssimas igrejas então convertidas a museus no centro de poder da URSS.
Infelizmente para os correspondentes internacionais, esse tempo acabou.
Hoje eles se tornaram reféns de seus editores no Brasil.
Enquanto estes acompanham dezenas de fontes de informação em tempo real, os repórteres, quando muito, têm uma visão local do evento.
Em Paris, a repórter da Globo reclamava acesso à internet com razão: queria saber o que estava acontecendo longe de seu posto de observação.
É isso o que as emissoras esperam dos correspondentes: que eles ajudem a mascarar o fato de que a maior parte do que transmitem é produzido por terceiros.
São dados e imagens de segunda mão vendidos como de primeira.
O pecado e o crédito
Foi-se o tempo de correspondentes como o Reali Júnior, que morou tanto tempo em Paris que era reconhecido inclusive por autoridades locais e tinha fontes, muitas fontes, francesas.
Ao longo dos últimos anos os salários despencaram e ser promovido a correspondente passou a ser, acima de tudo, uma questão de status.
Boa parte do trabalho é feito com “pacotes” de imagens e informações comprados de agências internacionais.
Nos grandes eventos, com transmissões ao vivo, a presença física do correspondente não significa necessariamente que esta equação se altere.
Para as empresas, o correspondente de autonomia limitada, além de mais barato, é mais fácil de controlar editorialmente.
Os veteranos foram sacrificados no altar da redução de custos.
Jovens repórteres aceitam com mais facilidade ler o que outros escrevem. Uma boa presença no vídeo é o que mais conta.
O público, sem acesso aos bastidores, fica fascinado ao se ver representado no centro dos acontecimentos.
Muitas vezes é isso mesmo: uma grande representação.
Neste sentido, o “pecado” de Cecília Malan deveria servir de crédito: ainda que inadvertidamente e por um breve momento, ela abriu a cortina da ilusão.

Cyber Caliphate - the caliphate will prevail



Um grupo de irmãos autônomos de defesa  Cibernética do califado conhecido como 
Cyber ​​Califado" aparece na página inicial debaixo de uma imagem de um lagarto bem-vestida com um chapéu alto. na pagina da Malaysia Airlines.
Toda a tela da página inicial é preto, para salvar a foto do lagarto, que também é o símbolo de um grupo que cortou as redes Sony PlayStation e X-Box no mês passado.
"Hacked by LAGARTO-SQUAD - OFFICIAL califado CYBER" aparece abaixo do lagarto, enquanto a aba do navegador internet oferece uma piada cruel: "404 - Plane Not Found", referindo-se tanto o código de erro internet eo voo ainda falta MH370, que levou 239 pessoas com ele.
Por um curto período de tempo antes que a tela foi alterado para preto, a página inicial em vez mostrou uma foto de um Airbus 380. O título da página foi, então, "I SI S vai prevalecer", referindo-se ao Estado Islâmico (IS, anteriormente ISIS / ISIL terroristas) - um grupo infame por sua brutalidade sem paralelo no Iraque e na Síria.
poucos sao os irmaos de nemhuma forma se mobiliza e se comove antes os sinais de Allaah. a Allaah e garantida a vitoria.
Allahu Akbar
Allahu akbar
Allahu akbar.

LIBERDADE DE EXPRESSÃO NÃO É LIBERDADE DE INSULTAR.onde a imprensa vai para na sua ganancia de poder ilimitado.



Este jornal Charlie Hebdo,  estava a beira da falência e que não conseguia sequer pagar os salários dos
funcionários.Porem esta semana, após os assassinatos, com a tiragem quintuplicada e doações voluntárias, já conseguiuarrecadar mais de 10 milhões de euros.É uma façanha e tanto, para que deveria estar em choque pelo acontecido.Jornaleiros entrevistados, disseram que a procura pelo jornal era mínima, tendo um deles declarado que dos 10 exemplares que recebia por semana, só vendia uns 5 ou 6.Porem esta semana foi um frenesi total nas bancas de revistas. Certamente acabaram os problemas financeiros.
insultando e ofendendo as pessoas, isso é ilegal, tanto que nas democracias, as
pessoas ofendidas têm o direito de juridicamente pedir reparação por danos morais. O que essa revista faz desmoralizando a fé alheia, não é jornalismo, é
baixaria. Deve haver um motivo, uma finalidade dessa revista em insistir na
ridicularização das religiões. As pessoas têm o direito a sua fé religiosa, faz parte da liberdade de pensamento e, a liberdade de expressão tem que respeitar.
Francesa mostra em documentário a rotina dos combatentes e como o grupo recruta jovens europeus para o terror.
Extremista 2: Eu mesmo já fui duas vezes.
Ele conta que participou de uma ação do grupo numa cidade curda, no Norte do Iraque: "Matamos as mulheres cortando as gargantas”.
Jornalista: Desculpe, ele é um pouco transparente.
Estado Islâmico: Você precisa se cobrir melhor.
Jornalista: Certo, certo, desculpe.

Liberdade de expressão tem limite, não se pode sair por aí denigrindo,
Hj eles querem vender 7 milhoes de exemplares, os criminosos  em sua sede por dinheiro  e divulgaçao gratuita de ofensao a 1/4 do planeta e criminalizaçao de nossa fé, imprensa bandida.
Um tribunal turco mandou o Facebook bloquear páginas que contenham insultos ao nosso amado profeta Mohammad (SAWS) e ameaçou impedir o acesso total à rede social se a determinação não for cumprida, informou a mídia local.
A decisão tomada pelo tribunal no domingo (25) foi em resposta a um pedido de um promotor, de acordo com a emissora estatal TRT. Representantes do Facebook não estavam disponíveis de imediato para comentar o assunto.
Essa foi a medida mais recente adotada para inibir materiais considerados ofensivos sobre questões religiosas no país de maioria muçulmana, onde o governo do presidente Tayyip Erdogan tem defendido uma agenda islâmica.
Promotores lançaram este mês um inquérito sobre um jornal que republicou o semanário satírico francês "Charlie Hebdo" após direito de resposta de nosso  martires irmaos à redação do periódico satânico em Paris.
enquanto isso a incansavel luta da Rede Globo de televisao uma empresa corrupta e ja quase falida  em seus esforços de criminalizar nossa fe reproduziu o que ja quase sem folego chamou de treinamento de terroristats irmaos esportistas num parque em paris acho.
como titulo.Jornalista francesa se alista disfarçada no Estado Islâmico.
Uma jornalista francesa investigou e descobriu:  homens que treinavam luta numa praça de Paris pertenciam ao grupo terrorista Estado Islâmico, que ficou conhecido por decapitar seus prisioneiros.
O documentário que o Fantástico exibiu é o resultado do trabalho corajoso dessa jornalista. Ela se disfarçou, conseguiu se alistar no Estado Islâmico e mostra como o grupo recruta jovens europeus para o terror.
Outubro do ano passado. Crianças brincam numa pracinha de Paris. Entre pais e policiais, um grupo de homens barbados treina técnicas de combate. Eles praticam mesmo à noite ou debaixo de chuva. Poderiam ser apenas atletas dedicados. Mas alguma coisa os faz diferentes. Depois de encerrarem o treino, eles rezam. E a conversa deles revela planos suspeitos.
Extremista1: Ele já foi para a Síria.
A Síria é o berço do Estado Islâmico, o exército terrorista mais agressivo hoje no Mundo. Os extremistas se aproveitaram do vazio de poder criado pela guerra civil e dominaram um terço do país, além de grandes áreas no Norte do Iraque, inclusive campos de petróleo que hoje são usados para financiar o terrorismo.
As ações do Estado Islâmico são difundidas na internet. Vídeos que mostram barbarismos. Assassinatos em massa. Alguns para provocar o Ocidente - como as decapitações de reféns. Outros para exibir a força do grupo.
E a internet também é um instrumento de recrutamento. Usada pelo grupo francês para atrair seguidores dispostos a partir para a Síria para fazer a Jihad, a Guerra Santa contra o Ocidente.
Um dos homens que treinava no parque é Abu Aissa. Ele publica fotos de suas ações, sempre com armamento pesado. Mostra até um passaporte do Estado Islâmico. O outro, Abu Abdel Malik, um francês que vive na Síria e, em vídeo, faz ameaças contra a França, dizendo que será alvo de novos atentados.
“Nós vamos vingar todo o sangue islâmico.”, diz Malik
A arrogância do Estado Islâmico está montada sobre um exército muito bem organizado, 30 mil homens com equipamento militar moderno: misseis, artilharia, tanques e três aviões caça. Tudo roubado da Síria. Cada combatente recebe um salário do Estado Islâmico. Alguns chegam a ganhar um carro. Uma tentação para os muçulmanos pobres das periferias de Paris. Os franceses são os mais numerosos entre os ocidentais que se integram ao Estado Islâmico.
A partir das páginas nas redes sociais, usando um perfil falso, uma jornalista francesa chegou aos recrutadores extremistas. Ela não será identificada por segurança.
Em três dias, a jornalista já estava associada a diversos grupos. E tinha 273 amigos. Principalmente combatentes na Síria e no Iraque. Um deles conta o dia a dia no Estado Islâmico. Ele chegou a publicar uma foto comemorando sua primeira vítima. Os terroristas exibem também uma vida de luxo: roupas, carros e mansões tomadas pelo grupo.
Para se aproximar dos jihadistas, a jornalista diz que está disposta a se casar com um radical quando chegar na Síria. Ela começa a conversar com Abu Tak Tak. Para se encontrar com ele, ela se vestiu com um chador, usada por alguma das mulheres muçulmanas: totalmente coberta de preto, como determina o costume do Islã. Num café da periferia de Paris, ela encontra o terrorista.
“Você está toda de preto. Eu adoro preto”, diz ele.
Abu Tak Tak tem 37 anos. Diz que nunca trabalhou. Ele conta que o Estado Islâmico paga as contas dele. “Eles me mantêm desativado por enquanto", diz.
Pronto para entrar em ação.
“A França tem medo de quê? De que a gente se exploda.”
Ele acredita que a França merece ser alvo de um atentado. Exatamente o que aconteceu no dia 7 de janeiro, quando outro grupo terrorista, a Al-Qaeda do Iêmen, matou 12 pessoas no atentado contra a revista Charlie Hebdo.
Um segundo homem fez contato com a jornalista. Esse já estava na Síria. É um combatente ativo do Estado islâmico. Ele faz uma proposta curiosa: casar-se com ela pela internet com as bênçãos de um imã, um líder religioso. Ela faz contato com o jihadista, que explica o que ela deve fazer: “Vá para Istambul, na Turquia. De lá eu direi o que deve fazer”.
Depois de muitos contatos como esses, a jornalista chegou ao homem que é o líder dos recrutadores para o Estado Islâmico na França: Aba Souleyman. Na página dele na internet, um manual de como atravessar a fronteira da Turquia com a Síria sem chamar a atenção da polícia. Por exemplo, levar pouca bagagem, pois a travessia é feita a pé.
Aba Souleyman tem 25 anos e é casado, mas propõe à jornalista que ela seja a segunda mulher dele na Síria. Ele indica uma mesquita secreta numa cidade no Leste da França, base de operações para os recrutadores do Estado Islâmico. Um deles é Nicolas, que no elevador faz uma revelação aterrorizante: “Em Paris, nós somos muitos”.
Numa das salas, as paredes estão cobertas de bandeiras do Estado Islâmico.
Nicolas não nasceu numa família muçulmana. Ele se converteu ao islã há três anos. E diz que vai partir para a Síria em duas semanas. A jornalista parte para a Turquia, o corredor mais comum para os recrutados europeus chegarem à Síria.
São apenas três horas e meia de voo entre Paris e Istambul. E um segundo voo para a cidade turca de Gazientep, próxima à fronteira. No hotel, ela entra em contato com os recrutadores que passam para ela os telefones dos homens que atravessam pessoas pela fronteira.
Do outro lado dessa cerca, é a Síria. A travessia termina na cidade síria de Raqqa, capital do Estado Islâmico. Duzentas mil pessoas vivem sob o domínio do Estado Islâmico desde junho de 2013. Em Raqqa, a jornalista gravou um desfile militar do exército terrorista, tanques e mísseis passavam pela rua. No centro da cidade, um inimigo do regime foi crucificado. E três são fuzilados diante de todos.
Nas ruas da cidade, impera a lei islâmica, a Sharia. Homens fazem as orações no meio da rua, guardas do Estado Islâmico andam com fuzis nos ombros, mulheres caminham totalmente cobertas. Dois homens do Estado Islâmico chamam a atenção dela.
Estado Islâmico:Nós conseguimos ver através do seu véu.
Num cybercafé, a jornalista encontra diversas mulheres francesas conversando pela internet com suas famílias na França.
“Eu não vou voltar, mãe! Eu me arrisquei para chegar aqui e não vou voltar. O que a senhora vê na televisão é falso”, diz uma delas.
Daqui, os homens vão direto para os campos de treinamento do grupo. Nesses campos secretos, os ocidentais ganham uma nova identidade. Geralmente adotam um nome muçulmano. Foi o que aconteceu com o filho da brasileira Rosana Rodrigues. Brian de Mulder, agora é conhecido como Abu Qassem Brazili, ou Abu Qassem Brasileiro.
Outro brasileiro, Kaíque Guimarães, que morava na Espanha, foi detido na Bulgária, tentando chegar até os campos do Estado Islâmico. Nesses lugares, os jihadistas são endurecidos no combate e viram máquinas de guerra.
Todas as semanas, dezenas de jovens europeus fazem esse mesmo caminho para engrossar as colunas do Estado Islâmico. E virar soldados de uma guerra dita santa, que distorce os princípios da religião islâmica e se torna retrato da barbárie e da ignorância.

Allahu akbar,
Allahu akbar
Allahu akbar.